Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Les Liaisons Dangereuses



Acabei de finalizar a leitura de mais um clássico da literatura universal “As Ligações Perigosas” escrito por Pierre-Ambroise-François Choderlos de Laclos.


O livro é extremante interessante, classificado como romance epistolar, ou seja, um romance inteiramente constituído por cartas, que são trocadas entre os personagens, criando dessa forma o enredo da história.


O romance se passa na França do século XVIII, retratando a decadente e ociosa aristocracia francesa em um período próximo à Revolução Francesa.

Marquesa de Merteuil, Visconde de Valmont e Madame Tourvel

Não posso deixar de mencionar o divertido quinteto amoroso formado por: Marquesa Isabelle de Merteuil, Visconde Sébastien de Valmont, Madame Cécile de Volanges, Cavaleiro Raphaël Danceny e Madame Marie de Tourvel.



Marquesa de Merteuil e Visconde de Valmont


Destaco a dupla maquiavélica e libidinosa formado por Marquesa de Merteuil e Visconde de Valmont que não medem as consequências de suas atitudes em benefício próprio, criando um ambiente de intrigas, traições e jogos de sedução.


Choderlos de Laclos nos mostra o quão baixo o ser humano é capaz de chegar, usando outras pessoas de forma maliciosa para obter vantagem e também nos mostra que a “Lei da Ação e Reação” sempre existiu, pois todos os personagens que se utilizaram o mal em seu benefício, no final acabaram recebendo o mal.


Um pouco sobre Pierre Choderlos de Laclos


Pierre Choderlos de Laclos

Laclos foi um exímio observador dos costumes de sua época, pois era oriundo de uma família que pertencia à nobreza e soube retratar como ninguém o círculo social que frequentava. No início do romance, Laclos cita uma frase de Jean-Jacques Rousseau “Vi os costumes de meu tempo, e publiquei estas cartas”.





Em setembro de 1781, Laclos pediu seis meses de afastamento do exército, pois era militar, para se dedicar à sua obra, o autor desejava escrever um livro que fizesse escândalo e fosse comentado mesmo depois de sua morte, obtendo grande êxito em sua empreitada.


Em março de 1782 “As Ligações Perigosas” era lançado ao público. O romance foi um sucesso instantâneo, tendo vendido só no primeiro mês 2.000 exemplares. O romance foi um verdadeiro furor literário, causando como desejava o autor um grande escândalo.


A Marquesa de Croigny ao finalizar a leitura da obra, ordenou aos seus criados: “Aquele senhor magro e amarelo, de roupa preta, que vem aqui frequentemente... Não estou mais para ele... Se ficar sozinha em sua presença, terei medo”.

Laclos Político


Pierre Choderlos de Laclos se relacionou com as grandes cabeças políticas da época; fora amigo do Duque de Orléans conspirando juntos contra a monarquia vigente, ao perceber a real intenção do Duque de substituir Luís XVI no trono da França, Laclos adere aos Jacobinos que depois o acusam de apoiar o Duque de Orleáns. Desgostoso com a política, Laclos volta a vida militar sob a proteção de Georges Jacques Danton, depois com a chegada de Napoleão Bonaparte ao poder, o imperador o nomeia ao posto de general-de-brigada devido ao seu passado militar, Laclos mostra bons serviços ao imperador, participando de vitoriosas batalhas.




Para finalizar este post, segue abaixo o trailer do filme da adaptação do romance para o cinema e antes que vejam, leiam uma frase divertida do autor sobre a condição humana:


"O nosso ridículo cresce na proporção em que nos dependemos dele".


Choderlos de Laclos


Sábado, 16 de Maio de 2009

Cannes 2009


De 13 a 24 de maio, ocorre o 62º Festival de Cinema de Cannes.
A Croisette fica efervescida para ver desfilar as estrelas no tapete vermelho, e logicamente atrás delas um mar enlouquecido de paparazzis.




Este ano o Festival nos brinda como Presidente a atriz Isabelle Huppert.


Acho Huppert uma atriz excepcional, apesar de não ser bonita, nem charmosa, tampouco elegante, mas traz em sua personalidade uma mistura de um ar intelectual, frio e cool que a faz ser tão autêntica.


Isabelle Huppert tem uma vasta filmografia, sendo umas das atrizes preferidas de Jean-Luc Godard e Claude Chabrol.



Adoro quando Huppert trabalha para Claude Chabrol, ele sabe como ninguém tirar o melhor desta atriz. Acho a sua melhor atuação foi no filme “Madame Bovary”, Huppert teve a verve perfeita para interpretar Ema Bovary.


Recentemente Huppert trabalhou para François Ozon na comédia “Oito Mulheres”, achei ótima no papel tragicômico de Augustine: uma tiazona mal-amada e angustiada. Neste filme pela primeira vez a vejo cantando a deliciosa canção “Mensagem Pessoal”.


Segue abaixo a atuação de Isabelle Huppert e em seguida a tradução da música:



Do outro lado da linha, há a sua voz
E palavras que eu não direi
Todas estas palavras que dão medo
Quando não provocam o riso
Que estão em filmes
Canções e livros demais.
Eu gostaria de dizê-las e vivê-las
Eu não o farei
Eu quero, eu não posso.
Sofro sozinha e sei onde você está
Eu irei, espere por mim – nós nos conheceremos
Prepare seu tempo – para você, eu tenho todo o meu
Eu gostaria de ir, eu fico, eu me detesto.
Eu não irei
Eu quero, eu não posso.
Eu deveria falar com você
Eu deveria ir
Aonde eu deveria adormecer.
Tenho medo que você seja surdo
Tenho medo que seja covarde
Tenho medo de ser indiscreta
Não posso dizer-te
Que te amo, talvez.

Mas se você um dia acreditar que me ama
Não pense que suas lembranças me incomodam
E corra, corra até perder o fôlego
Venha me encontrar.
Se você um dia acreditar que me ama
E se neste dia você tiver dificuldade
De encontrar aonde estes caminhos o levam
Venha me encontrar.
Se o desgosto pela vida chegar a você
Se a preguiça de viver se instalar em você
Pense em mim, pense em mim

Mas se você...



Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Os Amantes Eternos: Ana Karênina e Alexei Vronski




Dedico este post à minha amiga MARTHA THORMAN VON MADERS.


A mulher cuja beleza está à altura de sua cultura. Minha cara este post irá casar perfeitamente com: A Eterna e Romântica Moscou.



Acabei de finalizar a leitura do livro Ana Karênina e realmente fiquei impressionado com a beleza deste romance russo, pois estou acostumado com a literatura brasileira, portuguesa, francesa e inglesa, e este foi o primeiro livro da literatura russa que leio e seguramente não será o último.



Leon Tolstói



Leon Tolstói narra a história de amor de Ana Karênina e o Conde Alexei Vronski.

Tendo como pano de fundo a Rússia Czarista do século XIX, as relações entre as classes sociais e a hierarquia de poderes.



Vejo a dificuldade de se viver um grande amor, quando este se esbarra nos rígidos parâmetros da sociedade vigente, dificultando a concretização. Mesmo quando os cônjuges têm a suficiente coragem para enfrentar a sociedade, há sempre um preço a pagar, há perdas para ambos e, infelizmente, a mulher acaba sendo a mais lesada: reputação, família, filhos. O adultério de Ana não passa em branco para os padrões morais da época.





Gostaria de mencionar a frase inicial do livro que é de uma grande verdade e válida para os tempos atuais:


“Todas as famílias felizes são parecidas entre si. As infelizes são infelizes cada uma a sua maneira”.

Leon Tolstói




Tolstói não relata somente a história de Ana e Vronski. As descrições do livro são belíssimas: as damas da aristocracia, os bailes, as corridas, o balé, as cidades de Moscou e de São Petersburgo.


O autor me fez viajar no tempo quando descreveu o inicio da primavera em São Petersburgo com o degelo do Rio Neva formando enormes blocos de gelo que flutuavam, pois com a primavera se iniciava a vida social da cidade com os grandes bailes.




Sugiro a todos que aluguem a adaptação para o cinema deste romance intitulado “Ana Karênina” que traz Sophie Marceau no papel da protagonista, além da belíssima trilha sonora que inclui: Tchaikovsky, Rachmaninov, Prokofiev e o tradicional folclore russo.




Deixo abaixo, para finalizar este
post, um vídeo com algumas cenas do filme e aproveitem para viajarem no tempo, embalado pelo Lago dos Cisnes de Tchaikovsky.


Domingo, 1 de Março de 2009

A Bela das Belas


Uma pesquisa publicada no Reino Unido elegeu Audrey Hepburn a atriz mais bonita da história do cinema, desbancando fortes concorrentes como Sophia Loren, Julia Roberts, Cameron Díaz, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot, Marilyn Monroe e Vivian Leigh. Deixando o honroso segundo lugar para a voluptuosa Angelina Jolie e o terceiro lugar para a clássica Grace Kelly.
Os entrevistados justificaram a escolha por seu corpo e seus olhos amendoados.




Verifico que, apesar das belezas exuberantes e exóticas altamente propagados no mundo contemporâneo, o culto à beleza clássica greco-romana ainda impera em nossa sociedade. Isto confere a Audrey uma beleza atemporal.


Audrey Hepburn, a morena do corpo esguio, conquistou Hollywood em uma época em que as loiras platinadas de corpos curvilíneos dominavam a indústria do cinema, marcando seu espaço com seu porte e elegância.



Não devemos lembrá-la somente pela sua beleza, mas também pelos valores humanitários que propagou, pois na década de 70, ela ingressou na ONU como Embaixatriz da Boa Vontade cargo que exerceu até o fim de sua vida.



Para finalizar este post, deixo abaixo o vídeo que mostra o papel mais marcante de Audrey Hepburn; a demi-mondaine Holly Golightly no filme Bonequinha de Luxo com a belíssima canção ao fundo Moon River.



Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Viva Manu Chao


Ontem fui ver o show do Jose Manuel Thomas Arthur Chao, ou Manu Chao.

Realmente foi incrível sentir a sua energia no palco que acabou contagiando a todos. Chao nos proporcionou horas de puro êxtase!

Considero Manu Chao um dos músicos mais vanguardistas da atualidade, suas músicas são um verdadeiro patchwork musical, pois ele mescla diversos ritmos, idiomas e instrumentos em suas canções, criando um estilo único.

Verifico grandes influências da música francesa, espanhola, caribenha e do punk. Fora a incrível miscelânea de idiomas, pois em suas canções ele mistura: inglês, francês, espanhol, galego e português.


Suas canções são anárquicas não se prendem a nenhum estilo, são libertárias em sua essência. Esta liberdade literária de Chao faz com que suas canções sejam belas e únicas.

Outro fator que me fez admirar mais este incrível cantor, pois ao fazer a pesquisa para este post; verifiquei que apesar dele ter nascido em Paris, seus pais são do norte da Espanha: seu pai o escritor Ramón Chao é de Galícia e sua mãe é do País Basco. Assim, como meus avos que vieram de Astúrias, também localizado no norte da Espanha, além de ambas famílias terem deixado sua pátria por causa das perseguições políticas do Ditador Francisco Franco.



Sugiro a todos que comprem o CD Clandestino, pois o considero o melhor de sua obra!


Deixo abaixo uma frase de sua autoria:

“Pase lo que pase, sea lo que sea, próxima estación: ¡Esperanza!”

Manu Chao


Segue abaixo uma pequena amostra do show:




Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

A Era Chanel


Acabei de ler o livro “A Era Chanel” escrito por Edmonde Charles-Roux e editado pela Cosac Naify. O livro é composto por cerca de quatrocentas páginas que narra a história da estilista Coco Chanel por meio de textos, fotografias, retratos e desenhos.


Sa Enfance (Sua Infância)

Gabrielle Bonheur Chanel (1883-1971), ou Coco Chanel, teve uma vida fascinante, um exemplo de superação, nasceu pobre em uma numerosa família de quatro irmãos, filha do caixeiro-viajante Albert Chanel e da doméstica Jeanne Devolle, após a morte precoce de sua mãe, Chanel foi criada em um colégio interno.
Na idade dos 20 anos Gabrielle sai do colégio interno e vai tentar a vida artística, tendo seu primeiro sucesso com a canção: “Qui qu´a vu Coco” (Quem viu Coco), Gabrielle não seguiu a vida artística, mas com esta canção ganhou o apelido de Coco.


Les Hommes de sa Vie (Os homens de sua Vida)

Aos 25 anos inicia-se sua vida de demi-mondaine. Chanel passa a viver no Castelo de Royallieu, com o rico comerciante de tecidos Étienne Balsan. Ela começa a freqüentar o grand-monde de cavalarias, festas e jantares. Neste novo ambiente Chanel conhece o grande amor de sua vida: o inglês Arthur Capel, ou Boy.

Boy e Coco

Chanel finaliza o romance com Etienne para viver em Paris com Boy, ele a encoraja e financia Chanel a abrir a sua loja “Chanel Modes” na 31, Rue Cambon. Neste endereço ela começa a produzir chapéus e com este relacionamento Chanel começa a freqüentar o sofisticado ambiente da Cidade Luz. Boy morre em um acidente de carro, finalizando o relacionamento.

Grão-Duque Dimitri

Nos anos vinte, Chanel conhece o Grão-Duque Dimitri Pavlovitch, fugido da Rússia da Revolução Bolchevique, primo do Czar Nicolau II, da Casa Real dos Romanov. Tornam-se amantes e amigos. Dimitri apresenta Chanel ao perfumista Ernest Beaux, que fora empregado da Corte dos Czares, nascendo desta ligação o legendário perfume “Chanel Nº 5”. Chanel vive a sua fase russa.


Após o termino do relacionamento com Dimitri, em outono de 1925, Chanel conhece em Monte Carlo, o Duque de Westminster conhecido como “O homem mais rico da Inglaterra”. Chanel vive a sua fase inglesa e descobre o tweed.

Coco e o Duque de Westminster

Sa Entourage (Seu Redor)

Chanel viveu em um período de ouro para as artes em geral, tendo se relacionado com a vanguarda intelectual e artística de sua época: no teatro Sarah Bernhardt e Jean Cocteau, na literatura Marcel Proust, nas artes plásticas Pablo Picasso e Salvador Dalí, no balé Serguei Diaghilev, na dança Josephine Baker, na fotografia Man Ray e Horst P. Horst, na música Ígor Stravinski e no cinema Luchino Visconti e Jean Renoir.

Coco e Dalí

La Modiste (A Estilista)


Chanel foi uma estilista à frente de seu tempo, ela realmente entendeu a necessidade das mulheres de sua época.


Ela limpou todo o barroquismo e os excessos da Belle Époque produzindo roupas discretas, elegantes, confortáveis para mulheres urbanas e dinâmicas como aspiravam os ventos do novo século, certamente ela inventou a frase “Menos é Mais” marcando assim o seu estilo.


Chanel começou primeiramente produzindo chapéus, depois trajes de banho, vestidos de baile, foi a pioneira na produção de calças femininas, mesclava jóias e bijuterias em suas roupas, mas o que realmente marcou seu estilo foi o pequeno vestido preto, ou como preferirem, o pretinho básico e o tailleur sempre ornamentados com pérolas e a famosa camélia.


Após terem passado tantos anos do seu reinado na moda, podemos verificar que o estilo Chanel não morreu, ele permanece nos cabelos, sapatos, roupas, marcando território entre as mulheres que desejam ser discretas, elegantes e acima de tudo, clássicas.


Para finalizar algumas frases marcantes da mesma:

“Não gosto que falem da moda Chanel.
Chanel é antes de tudo um estilo.
A moda sai de moda, o estilo, jamais.”

“O luxo não é o contrário da pobreza, mas da vulgaridade.”

“Uma mulher sem perfume é uma mulher sem futuro.”

Coco Chanel


Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

SIMPLESMENTE - MAYSA



Para começar o ano não poderia deixar de falar de Maysa Figueira Monjardim Matarazzo, ou simplesmente Maysa.



Primeiramente devo elogiar a Rede Globo pela minissérie: Maysa – Quando Fala o Coração, com a direção de Jayme Monjardim, seu filho, e escrita por Manoel Carlos; os cenários e figurinos de época estão perfeitos e a trilha sonora magnífica.



Escrever sobre Maysa é falar de uma mulher que estava à frente de seu tempo, uma mulher avant-garde, desde a sua infância ela já demonstrava que não se encaixava nos padrões da época. Ela nunca seria como desejava a sua família uma representante da alta-burguesia paulistana, ela sempre teve a alma boêmia do começo ao fim de sua vida.
Muitos a comparam a contemporânea Amy Winehouse, pessoalmente acho ela mais parecida com Edith Piaf, uma mulher que soube como ninguém conjugar o verbo amar e fez tudo o que quis da vida, sem se preocupar com as línguas alheias.



Maysa foi uma excelente cantora e interprete, além de ter sido uma compositora como poucas existiram, pois ela transmitia suas alegrias e dores em suas composições, para conhecê-la basta escutar suas canções para entender a sua essência.



As letras das músicas “Demais” e “Meu Mundo Caiu”, são as canções que mais a retratam:

“Todos acham que eu falo demais
E que ando bebendo demais
Que essa vida agitada não serve pra nada
Andar por aí, bar em bar, bar em bar

Dizem até que ando rindo demais
E que conto anedotas demais
Que não largo o cigarro e dirijo meu carro
Correndo, chegando no mesmo lugar

Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar minha vida esquecendo você
E a razão porque vivo esses dias banais

E porque ando triste, muito triste demais
E é por isso que eu falo demais
E é por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida agitada demais

E porque o meu amor por você é imenso
É porque o meu amor por você é tão grande
É porque o meu amor por você é enorme

Demais”

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“Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se o mundo caiu
Eu que aprenda a levantar”


A canção Meu "Mundo Caiu" é um aprendizado de vida, pois quantas vezes caímos e temos que nos levantar dignamente.



Outras grandes memoráveis canções são: Preciso Aprender A Ser Só, Canção Sem Título, Tristeza, I Love Paris, To The End Of The Heart, Un Jour Tu Verras e finalmente Ne Me Quittes Pas, depois de Edith Piaf, Maysa soube interpretar como ninguém esta canção.



Outro ponto a levantar e a sua facilidade para cantar em outros idiomas, ela interpretava em inglês, espanhol, francês e turco. Ela ia de um idioma a outro sem grandes problemas, realmente não conheço nenhuma outra interprete com esta habilidade.



Creio que não devo falar mais nada sobre Maysa, pois na minissérie podemos perceber sua personalidade e como ela levou sua vida, pois como dizia o poeta Manuel Bandeira:

“Os Olhos de Maysa São Dois Oceanos Não-Pacíficos”.